Como Agir Na Crise

Esse excelente guia de como agir na crise foi elaborado pelo Sebrae e aqui ele se encontra resumido e com algumas adaptações.
São inúmeras as dicas e explicações que vai nos ajudar a compreender e se preparar melhor para a crise.

COMO DEVEM PROCEDER NO MOMENTO?
As lojas que vendem no mercado interno para o consumidor final devem, por enquanto, sentir menos a crise.
Haverá mais problemas se a recessão mundial for muito forte, atingir o Brasil de forma mais contundente e aumentar o desemprego no país. De qualquer forma, o impacto será diferente dependendo do tipo de produto, populares ou não populares:

•As lojas que vendem produtos populares tendem a ser as menos afetadas, porque os salários menores continuarão com tendência de recuperação real (p.exemplo, o salário mínimo que será reajustado em abril/maio acima da inflação).
• As lojas que vendem produtos mais caros enfrentarão condições de financiamento (ao consumo) mais desfavoráveis que nos anos anteriores. Elas podem ser prejudicadas, na medida em que os bancos e as financeiras fiquem mais cuidadosas na hora de oferecer crédito (com o crédito mais caro e escasso, as financeiras tendem a reduzir os prazos e aumentar os juros do financiamento ao consumo).
O que fazer:
É fundamental controlar despesas e receitas. Atenção aos custos fixos. A crise será menos sentida por empresas com boa gestão. O esforço de venda deve ser redobrado, pense em alternativas para atrair novos clientes e fidelizar os antigos.
Tentar negociar melhor condições de pagamentos com seus fornecedores e repassar essas vantagens para os clientes pode ser uma boa alternativa. Atenção aos custos fixos. O empreendedor deve procurar reduzir suas despesas para que alguma eventual queda no faturamento não provoque grandes problemas de caixa.

Investir ou não investir?
Em momentos de ameaça de crise é natural que o empreendedor fique receoso e evite fazer investimentos.
Por conta disso, muitos bons negócios se perdem. As palavras chaves são calma, pesquisa e planejamento. O empreendedor deve avaliar com atenção e cuidado o negócio que pretende investir ou ampliar. É decisivo buscar o máximo de informações possíveis e analisar com muito critério o potencial de vendas do produto ou serviço e tenha clareza de onde estão os consumidores. É preciso ter claro quanto a empresa terá de vender por mês para pagar os custos fixos e obter o lucro esperado. Não se deve esquecer o capital de giro necessário para manter o empreendimento funcionando até que ele comece a dar o retorno financeiro planejado.

NAS VENDAS
Por menor que seja o impacto recessivo, os primeiros efeitos são sentidos nas vendas. Para as micro e pequenas empresas, essa possibilidade é ruim, pois redução nas receitas de vendas significa dificuldades para cobrir despesas fixas, o que reduz a lucratividade e aumento do risco de inviabilizar o negócio.
O que fazer:
Vender é a prioridade, mais do que nunca. Portanto, seja criativo em todas as formas de atrair clientes e de influenciar as suas decisões de compra. As medidas governamentais podem favorecer o mercado interno, e os produtos nacionais tendem a ficar mais competitivos e atrativos.

NA DEFINIÇÃO DE PREÇOS
A situação no Brasil não deixa de ser curiosa. A inflação é baixa, mas alguns preços podem sofrer variações muito além do que é demonstrado pelos índices inflacionários.
Os custos de alguns insumos (como os importados) podem sofrer altas, mas repassar para o preço final dos produtos pode não ser uma operação automática, justamente pelo esfriamento da demanda. A conseqüência será a diminuição das margens de lucro.
O que fazer:
Mais do que nunca, esse momento exige de cada empresário fazer escolhas conscientes, e a gestão de gastos pode ser a melhor saída. Considere também, se possível, a substituição de produtos importados por produtos nacionais.

NA OBTENÇÃO DE RECURSOS
Na estrutura econômica atual, todas as operações são interligadas, de um jeito ou de outro, entre os agentes financeiros. O dinheiro negociado por um banco não provém apenas de seus clientes depositantes, mas também de outros
bancos, e numa crise de confiança, como é a situação atual, o crédito entre os agentes financeiros fica muito prejudicado, o efeito imediato é a escassez de crédito para o pequeno tomador, incluso aqui os pequenos negócios. A pequena empresa que utiliza freqüentemente operações de crédito com bancos terá dificuldades em negociar empréstimos.
O que fazer:
Seja para investimento fixo ou para capital de giro, os recursos da micro e pequena empresa provêm somente de duas fontes: dos proprietários ou de terceiros. Principalmente para financiar o capital de giro, é importante lembrar que capitais de terceiros não significam apenas de bancos.
Fornecedores e clientes são excelentes fontes de capital de giro e normalmente, muito mais barato. Neste caso, a regra é comprar, vender e depois de receber dos clientes, pagar aos fornecedores. Assim, o estoque não precisa ser financiado com dinheiro próprio ou de banco, pode ser dos
fornecedores, se comprar a prazo. O segredo é comprar lotes menores, reduzindo ao máximo o tempo em que as mercadorias ficam paradas esperando serem vendidas.
Também vender à vista ou até receber antecipado dos clientes são ótimas alternativas, principalmente para quem produz sob encomenda ou mesmo os prestadores de serviços. O valor das mercadorias paradas em estoque e o valor das contas a receber de clientes formam parte do capital de giro, que deve virar novamente moeda corrente antes da empresa precisar para cobrir as contas a pagar. O segredo é administrar inteligentemente o fluxo de caixa e não permitir em nenhum momento saldos negativos que exijam crédito
bancário. Mas se acontecer, acredite em seu poder de negociação com seus fornecedores, retardar pagamentos de forma negociada pode ser a melhor alternativa para corrigir buracos no fluxo de caixa.

EM SUMA:
• Vender é prioridade. Procure alternativas para atrair novos clientes e fidelizar os já existentes;
• Tenha sobre absoluto controle suas despesas e receitas;
• Atenção aos custos fixos. Localize e corte todas as despesas desnecessárias;
• Converse com seus funcionários e peça sugestões para diminuir despesas;
• Olho no estoque, veja se ele não cresce com “produtos encalhados”;
• Analise o potencial de venda de seus produtos e aposte nos que possuem maior índice de vendas e boa rentabilidade;
• Tente negociar maior prazo de pagamento com seus fornecedores de forma a receber suas vendas antes de ter de pagar os fornecedores;
• Evite contrair dívidas, principalmente em moeda estrangeira;
• Não dependa nunca de apenas um ou dois grandes clientes;
• Nunca faça um investimento sem antes obter o máximo de informações, analisar o potencial do mercado consumidor, o nível de vendas para o retorno e o capital de giro necessário para manter o negócio até que ele comece a dar retorno;
• Evite demitir funcionários. Só o faça se for muito necessário. Você vai precisar de funcionários treinados para enfrentar eventuais dificuldades;
• Procure ganhar produtividade e competitividade, verifique seus preços, margens, custos fixos, processos produtivos. Veja se há algo a ser melhorado;
• Mantenha-se informado sobre os desdobramentos da crise, procure entender como ela deve impactar em seus principais clientes;
• Atenção às medidas anunciadas pelo governo, tente entender como elas impactarão no seu negócio.
Participe das reuniões em sua entidade empresarial para entender o que acontece com o seu setor de atuação;
• Esteja sempre aberto às mudanças, seja de produtos, processos internos e mercados;
• Fique atento às novas oportunidades, elas sempre surgem em momentos de crise;
• Procure melhorar seus conhecimentos de gestão. Quem administra melhor enfrenta menos dificuldades nos momentos difíceis. O Sebrae pode ajudar o empreendedor nisso.

Para ler o guia na íntegra, clique aqui!

Sobre Palmieri

Alexandre Palmieri, adm. de empresas e proprietário da Kampa, uma empresa pequena como uma família, formado por pessoas reais e com nomes.
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