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A História da Paçoquinha: Como Encantar o Cliente

Junho 22nd, 2009 de Palmieri

pacoca - pacoca

Ótima história que aconteceu com colunista a HSM, Tie Lima em uma passagem pelo Rio de Janeiro, onde o seu cenário, contexto e ensinamentos provocam reflexões.

“Recentemente fui ao Rio de Janeiro (RJ). Precisava resolver alguns assuntos pessoais. Assuntos que me fizeram circular na praça do Largo do Machado. Para quem não é do Rio, ou mesmo, nunca foi frequentador daquelas bandas. Aquele Largo é retrato fiel de qualquer praça central. Barracas de quitutes, comércios legais e ilegais, policiais e pivetes. Enfim, todos os tipos circulam por ali. Existe harmonia naquela atmosfera desordenada. Harmonia com cheiro de milho cozido e fritura de churros.

Ao atravessar a praça para tomar o metrô em companhia de minha namorada, um menino me interrompe oferecendo paçoca.

- Não, cara. Valeu. Respondi com o passo apressado.
O menino continua me acompanhando e insiste.
- Esse foi o NÃO mais simpático que ouvi. - Deixa eu te oferecer uma paçoca por minha conta.
- Não precisa.
Dessa vez foi um pouco mais rude, demonstrando pressa.
- Agora você vai ter que aceitar, senão retiro o que digo e você terá sido grosso e de nada valeu sua simpatia.
- Ok, aceito.
Nesse instante parei e dei atenção ao rapaz.

Reparei. Era um menino simples, mas o seu sorriso era incontestavelmente honesto. Sua roupa era suja e o seu calçado mal cobria seus pés.

Ao aceitar sua paçoca. Resolvi que daria o dinheiro por elas.

- Toma aí: R$ 2,00. Falei já lançando mão à carteira.
- Não quero. E quer saber, sua namorada é simpática, tó aqui duas para ela, de graça.
- Cara, você ta me deixando em uma situação complicada. Aceita esses R$ 5,00.
- De forma alguma. Se quiser te dou um abraço e só.
O garoto me lançou um abraço mais rápido que a minha habilidade de esquivar.

- Seguinte, tu quer me ajudar mermo? Se quiser, na moral, eu aceito que você compre uma caixa de “polenguinho” pra mim vende. Da pra tirar mais com polenguinho, do que com essas paçocas. Tá vendo essa loja aqui na frente? Compra uma caixa e me traz, assim tu vai me ajudar com meu novo empreendimento, os polenguinho.
- Quanto é a caixa?
- É 20 real.
- Então toma aqui vinte prata velho. Você merece.

Moral da historia. Comprei 3 paçocas por R$ 20,00, ou seja, mais de R$ 6,00 por cada paçoca. No Rio, você pode comprar 10 paçocas por R$ 1,00, cada paçoca custa R$ 0,10. Qual foi a margem dele?
Deixem as contas de lado. O que importa é: não comprei paçocas, fui uma Venture Capital de um rapaz audacioso. Quantos a gente vê assim por aí?
Se havia intenção em me dobrar. Mesmo assim não importa. Ele encontrou a sua maneira de fazer negócios. E fez.”

Algumas lições, extraídas dos comentários, que pode se tirar deste episódio e usar no dia-dia da sua loja:

1- O preço se torna secundário quando consegue encantar o cliente.
2- O vendedor pode se desmotivar ao receber uma negativa do cliente, porem se ele criar um relacionamento pode receber muitos “sim”.
3- Se seus vendedores não tem a ousadia que teve o garoto, incentive-os a não esperar que a venda cai no colo.
4- Amor e compaixão são sentimentos avassaladores. Seus vendedores têm?
5- Surpreendeu o comprador e este ainda saiu feliz e decidiu contar a história para todo mundo. Quando foi a última vez que você conseguiu agir assim com um cliente? Quando você cativou tanto o cliente que ele acabou comprando mais do que queria e mesmo assim saiu feliz? Você se lembra da última vez que surpreendeu um cliente?

Para ler o artigo na íntegra: HSM
Para saber sobre o autor: Tie Lima

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